domingo, 31 de maio de 2009

Mudanças no calculo da poupança


Olá.

Demorei para me pronunciar sobre as mudanças no cálculo da poupança. 

Em primeiro lugar, os leitores não devem se assustar com essas mudanças, pois elas tem como finalidade afetar apenas aplicações superiores a R$ 50.000,00. Portanto, se o valor aplicado for inferior a isso, não se preocupe.  

A principal mudança será a cobrança do IR (Imposto de Renda) para valores superior aos R$ 50.000,00, ou seja, no caso de uma aplicação de R$ 55.000,00 o imposto deverá incidir sobre apenas os R$ 5.000,00. Além do mais, o imposto só será cobrado quando a taxa SELIC permanecer abaixo dos 10,5% a.a. 

O percentual das aplicações em poupança abaixo dos cinquenta mil reais, hoje em dia é de 99%, ou seja, a nova metodologia deve afeta apenas 1% dos investidores em caderneta de poupança. A medida visa evitar que alguns grandes agentes investidores no mercado financeiro decidam realizar aplicações de curto-prazo na poupança, ocasionando instabilidades nos fluxos financeiro. Como já publicamos alguns posts atrás, a elevação das tarifas bancarias, acabaram derrubando a rentabilidade liquida de fundos de renda fixa, fazendo com que a poupança apresentasse rentabilidade maior que alguns desses fundos e inclusive alguns CDBs. Assim, a medida do governo surge para impedir especulações financeiras no fundo da poupança, o qual por sua vez, tem seus recursos destinados para o crédito imobiliário, que em outras palavras significa empréstimos de longo-prazo. Portanto, se temos no crédito imobiliário prazos de 10, 20 e até mesmo 30 anos, não é muito interessante que a captações dos recursos financeiros para essas linhas de crédito venha sofrer instabilidades devido processos de especulação financeira.


A dica para quem tem aplicações superiores a R$ 50.000,00 na poupança é: Migre para o tesouro direto. Para aqueles que desejam aplicações no tesouro direto com um prazo pequeno, existe as opções de LTN (Letras do Tesouro Nacional) que são títulos pré-fixados, o que os torna muito interessante frente as possíveis quedas na taxa de juros (SELIC) que ainda estão por vir. As LTN com vencimentos para 2010 e 2011, apresentam rentabilidades bem atrativas.


Fica a dica da semana!


Boa Semana!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Cooking with the Economist no TOP BLOG


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sexta-feira, 24 de abril de 2009

Creppe de Chocolate com Mogango


Ola!

Existem várias receitas de crepppe, porém no inverno de 2007, decidi modificar a tradicional receita de creppe de morango, adicionando chocolate do tipo Nutela. Concordo que para aqueles que não apreciam muito o doce, o prato apresenta um certo grau de exagero no sabor de açúcar. Porém, de modo geral, conquista o coração daqueles que gostam de doce.

O preparo da massa de creppe é bem simples.

1 xícara de chá de farinha de trigo
1 e 1/4 xícara de chá de leite
1 ovo
10 gotinhas de baunilha
uma pitadinha de sal.

Misturar todos os ingredientes num liquidaficador e bater por 30 segundos. Utilizar uma frigideira anti aderente pré aquecida com um filetinho de óleo para evitar que a massa grude. Com a ajuda de uma concha, coloque a massa na frigideira e deixa por aproximadamente por 20 segundos cada lado. Quando estiver consistente, adicionar o Nutela e fechar a massa para que o chocolate se aqueça e derreta levemente dentro do creppe.

Calda de morango

1 bandeja de morango
açúcar a gosto

Colocar os morangos numa panela e adicionar algumas colheres de açúcar. Leve ao fogo. Alguns segundos depois, o morango começa a soltar agua que irá se misturar com o açúcar e iniciar um leve processo de caramelização (caramelo bem claro, quase branco).

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Após o crepppe pronto, coloca-lo num prato e enfeitar com a calda de morango.


Dica: Para efeitos visuais, pode usar um cálice de conhaque e flamba-lo. Servir enquanto ainda pega fogo.


Espero que gostem!


Bom final de semana

Tarifas Administrativas cobradas pelos bancos


Olá!

Essa semana vamos discutir sobre tarifas administrativas cobradas pelos bancos comerciais no Brasil. Como é do conhecimento de todos, essas tarifas não são baixas, onerando cada vez mais as operações realizadas nos bancos.

Na semana passada discutimos sobre fundos de previdência e esses são fundos que apresentam as maiores tarifas cobradas entre os fundos de investimentos de um banco. Para os leitores que desejam realizar investimentos em fundos de previdência, minha dica é: pesquisem! Façam cotações em outros bancos, negocie com seu gerente tarifas menores.

A dica também serve para os que desejarem realizar aplicações financeiras nos bancos. Tente negociar com o gerente tarifas administrativas menores (o que na minha opinião será algo difícil de conseguir, mas que dependendo da relação que o leitor tiver com o banco, é possível conseguir algum desconto.).

As tarifas administrativas estão tão elevadas, que alguns fundos de renda fixa estão apresentando rentabilidade líquida (ou seja, descontado todas os impostos e taxas) menor que a rentabilidade da poupança. O argumento dos bancos é previsível: a taxa de juros que remunera aplicações em poupança esta elevada. Discordo! Estudos realizados por profissionais do setor financeiro apontam para um elevado nível de tarifas bancárias nos últimos anos, sinalizando uma nova fonte de ganhos para esse setor além da taxa de juros cobradas nos empréstimos.

A dica é pesquisar, fazer cotações, buscar tarifas menores, ou benefícios concedidos pelos bancos como contas correntes isentas de tarifa, ou operações que possam reduzir o custo dessas tarifas bancárias.

Solicite que o gerente de seu banco lhe forneça uma tabela com as tarifas cobradas por cada operação, e o mais importante: verifique se as tarifas foram cobradas de acordo, e caso não seja, reclame. Você é o cliente do banco, e ele deve explicações sobre os encargos debitados em sua conta corrente. Fiquem atentos!

Lembrem-se que o inverno esta chegando, assim como as aconchegantes noites de founde com vinhos... economizar hoje para ganharmos uma boa garrafa de vinho daqui a umas semanas não é uma má ideia, não ?

Bom final de semana!



Dúvidas: alexpaes82@gmail.com

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Poupança para o Futuro

Na semana passada estava assistindo o um programa de entrevista na Tv a cabo, e o convidado era o economista e professor do Ibmec, Eduardo Gianetti. O ponto central da discussão foi que nossa expectativa de vida aumenta a cada ano que passa, ou seja, hoje é absolutamente normal acreditarmos que chegaremos aos 80 anos sem grande dificuldade. Por um lado, a melhora das ciências medicas, juntamente com a preocupação dos hábitos saudáveis das pessoas (academias, por exemplo), possibilita que esse expectativa torne-se real para nossa geração, ao contrario da geração de nossos avós. Do outro lado da moeda, temos um mercado de trabalho que renova sua mão de obra cada vez mais cedo, ou seja, a idade que o profissional é considerado velho para o mercado esta cada vez menor. Hoje é muito comum ouvir que aquele executivo de trinta e poucos anos que perdeu o emprego já esta meio velho para se recolocar.

Isso é preocupante, pois ao mesmo tempo que a expectativa de vida aumenta, a probabilidade de nos mantermos estáveis no mercado de trabalho diminui. O resultado disso é que devemos viver a maior parte de nossa vida sem uma renda garantida, como salários, mesadas, bolsas....

Por isso, nos dias atuais, a necessidade de criação de uma poupança, fundos, uma reserva para o futuro se tornou algo realmente importante.

Portanto, para aqueles que decidirem pouparem seu suado dinheirinho, aconselho a verificar as taxas administrativas cobradas pelos planos de previdência dos bancos. Atualmente esses fundos apresentam rentabilidades inferiores a aplicações em CDBs e Tesouro Direto.


Boa Semana !

quarta-feira, 25 de março de 2009

Aplicações em Bolsa de Valores para aposentadoria


Ola!

Algumas pessoas me perguntam sobre aplicações em bolsa de valores para desenvolver um fundo para a aposentadoria. Como sempre digo, bolsa de valores é aplicação de longo prazo, ou seja, no mínimo 5 anos no cenário atual.

Aqueles que desejam manter seus recursos investidos na Bovespa para uma aposentadoria, nesse caso, por exemplo, por um período de 20 anos, com certeza deve realizar ganhos expressivos no momento do resgate.

Contudo, algumas regras são importantes durante o processo de capitalização do fundo. Primeiramente, devemos nos atentar ao percentual dos recursos que estão aplicados em renda variável (ações) e renda fixa (CDBs, títulos públicos, poupança). É de extrema importância que o percentual das ações no fundo va se reduzindo com o passar do tempo. Portanto se o leitor tem 25 anos, pode colocar maior quantidade dos seus recursos em renda variável, porém conforme vai se tornando mais velho, ou seja, se aproximando do momento da aposentadoria, esse percentual deve se reduzir. Numericamente falando, um jovem de 25 anos, pode aplicar 60% do seu capital em fundos de ações e os outros 40% diversificar em títulos públicos, poupança, CDBs, CDIs. Já um senhor de 45 anos que decida iniciar um fundo de aposentadoria deve apresentar mais cautela em suas aplicações, mantendo 25% do seu capital aplicado em renda variável e o restante em renda fixa.

Em outras palavras, quanto mais próximo da data de aposentadoria mais cautela é necessária, para que crises como a atual não deprecie todo o capital duramente conquistado e poupado ao longo dos anos.

Na semana que vem discutiremos a desvantagens de alguns planos de previdência privada.

Boa semana a todos!

quarta-feira, 11 de março de 2009

Os vinhos Syrah com Cordeiro


Recentemente, estava conversando com amigos sobre a espectacular harmonia entre a carne de cordeiro com os vinhos da uva Syrah. Na minha opinião, essa uva se harmoniza muito bem com carnes de caça, dentre elas capivara, javali, avestruz.


É claro que os vinhos da uva cabernet sauvignon, devido a um nível de tanino elevado, também se harmoniza bem com as caças, que não estejam bem passada, pois o equilíbrio entre o tostado e o tanino deve ser tratado com uma certa atenção.


Deixo a dica para aqueles que desejarem experimentar a combinação Syrah x Cordeiro, entretanto não deve ser qualquer Syrah, mas sim um Syrah bem encorpado, para que consiga dar conta do estilo mais marcante da carne de cordeiro. Aos mais tradicionais, o cabernet sauvignon atende todas as expectativas de uma boa harmonia entre carnes e vinhos.


Atenção caso você decida ter essa experiência em um restaurante, é necessário se preocupar com a temperatura do vinho que será servido. Geralmente os garçons costumam trazer vinhos fora da temperatura adequada. Mesmo quando o vinho é retirado da adega climatizada, a sua exposição com a temperatura externa (próxima aos 25 graus nessa época do ano), acaba desequilibrando a bebida e consequentemente seus aromas, que por sua vez influenciarão na hora de degusta-lo com o cordeiro.



Fica aqui a dica gastronômica da semana.


Boa quarta feira!